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Nas Mídeas
Criptomoedas: Qual seu carater jurídico?
O tema das criptomoedas é de extrema relevância, pois seu uso tem aumentado e consequentemente problemas que envolvem essas transações. Diante destes desafios uma pergunta ressoa: Qual o status jurídico das criptomoedas? Não há uniformidade em relação a isso, em determinadas jurisdições, são aceitas como meio de pagamento legítimo, enquanto em outras tratadas como reserva ou até mesmo proibidas.
Na Ditadura do Judiciário, A Quem Podemos Recorrer?
“A pior ditadura é a do Poder Judiciário, contra ela, não há a quem recorrer”. Esta frase atribuída a Rui Barbosa, nunca foi tão atual vista os recentes acontecimentos envolvendo o STF¹. Para entender melhor o que quis dizer Rui Barbosa, faz-se necessário então, uma análise da estrutura do judiciário e de como ela se tornou, morosa, impopular e paradigma de injustiça.
STJ redefine parâmetros do dano moral em atrasos de voo
Joinville, 23 de fevereiro de 2026 Superior Tribunal de Justiça (STJ) inaugurou uma nova etapa na interpretação da responsabilidade civil no transporte aéreo brasileiro. No julgamento do REsp 2.232.322/MT, a Corte afastou a lógica do dano moral automático em casos de atraso ou cancelamento de voos, exigindo prova concreta de lesão à dignidade do passageiro. O fim da presunção automáticaAté então, prevalecia o entendimento de que o simples atraso configurava dano moral presumido (in re ipsa). Agora, o STJ estabelece que é necessário demonstrar, no caso concreto, que houve efetiva violação a direitos da personalidade. Situações como abandono sem assistência mínima, perda comprovada de compromissos inadiáveis ou tratamento desrespeitoso continuam a ensejar indenização, mas meros aborrecimentos cotidianos não bastam.O diálogo com o STFO tema ainda não está pacificado. O Supremo Tribunal Federal (STF) analisa, no Tema 1.417 da repercussão geral, os limites constitucionais da responsabilidade civil das companhias aéreas, especialmente em hipóteses de força maior. A decisão do STF poderá consolidar ou ajustar os parâmetros fixados pelo STJ, definindo se essa nova racionalidade permanecerá como diretriz estável.Impactos para passageiros e companhiasPassageiros: terão de comprovar o abalo moral sofrido, evitando a banalização das ações judiciais.Companhias aéreas: ganham maior previsibilidade, mas continuam obrigadas a prestar assistência adequada e respeitar os direitos básicos dos consumidores.Sistema jurídico: reforça a proporcionalidade e a racionalidade na aplicação das indenizações, prevenindo a judicialização predatória.Em resumoO julgamento representa um marco interpretativo: menos automatismo e mais rigor probatório. Para que haja indenização, não basta o relógio marcar o atraso: é preciso demonstrar que o tempo perdido feriu, de fato, a dignidade do passageiro.Autor: Gianpaulo Medeiros

